16 de junho de 2009 - 00:47

Jogo simbólico: brincando de ‘faz de conta’

publicado por Claudia Lins

Durante atividade recreativa na quadra de esportes, alunos do Jardim I vivenciaram situações de jogo simbólico. As caixas de papelão foram colocadas no centro da quadra e as crianças exercitaram a imaginação brincando de faz de conta.

O jogo simbólico é a representação corporal do imaginário, e apesar de nele predominar a fantasia, a atividade psico-motora exercida acaba por prender a criança à realidade. Na sua imaginação, a criança pode modificar sua vontade, usando o “faz de conta”, mas quando expressa corporalmente as atividades, ela precisa respeitar a realidade concreta e as relações do mundo real.     

As características dos jogos simbólicos são:

liberdade de regras (menos as criadas pela criança);

desenvolvimento da imaginação e da fantasia;

ausência de objetivo explícito ou consciente para a criança;

lógica própria com a realidade;

assimilação da realidade ao “eu”. 

 No jogo simbólico a criança sofre modificações, a medida que vai progredindo em seu desenvolvimento rumo à intuição e à operação. E finalmente, numa tendência imitativa, a criança busca coerência com a realidade.

Na pré-escola, o raciocínio lógico ainda não é suficiente para que ela dê explicações coerentes a respeito de certas coisas. O poder de fantasiar ainda prepondera sobre o poder de explicar.  Então, pelo jogo simbólico, a criança exercita não só sua capacidade de pensar ou seja, representar simbolicamente suas ações, mas também, suas habilidades motoras, já que salta, corre, gira, transporta, rola, empurra, etc.     Assim é que se transforma em pai/mãe para seus bonecos ou diz que uma cadeira é um trem.

Didaticamente devemos explorar com muita ênfase as imitações sem modelo, as dramatizações, os desenhos e pinturas, o faz de conta, a linguagem, e muito mais, permitir que realizem os jogos simbólicos, sozinhas e com outras crianças, tão importantes para seu desenvolvimento cognitivo e para o equilíbrio emocional.

Piaget, descreveu quatro estruturas básicas de jogos infantis, que vão se sucedendo e se sobrepondo nesta ordem:

Jogo de exercício, Jogo simbólico/dramático, Jogo de construção, Jogo de regras.


A importância do jogo de regras, é que quando a criança aprende a lidar com a delimitação, no espaço, no tempo, no tipo de atividade válida, o que pode e o que não pode fazer, garante-se  uma certa regularidade que organiza a ação tornando-a orgânica.

O valor do conteúdo de um jogo deve ser considerado em relação ao estágio de desenvolvimento em que se encontra a criança, isto é, como a criança adquire conhecimento e raciocina.

Constance Kamiie cita alguns critérios para que um  jogo possa ser útil no processo educacional:

- Proposição de alguma coisa interessante e desafiadora para as crianças resolverem.

- Permitir que as crianças possam se auto-avaliar quanto a seu desempenho.

- Permitir que todos os jogadores possam participar ativamente, do começo ao fim do jogo.

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